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Parte 2c: O mapa canônico da jornada ​

Projeto Caminho. Desenho de 2026-08-31, a partir do pedido do Andre de abrir duas frentes novas: trilhas por tema e uma progressão que siga a sequência dos livros da Bíblia, do Antigo ao Novo. Status: adotado em regime provisório em 2026-08-31, por determinação do Andre de que ficar travado é pior que decidir e revisar depois. As decisões da seção 9 estão tomadas e registradas como C1 a C12, D9, D10 e D11 no DECISOES.md, cada uma com gatilho de revisão declarado. Nenhuma delas foi aprovada em reunião, e nenhuma deve ser citada para fora da casa como posição fechada da Unigrace. Método: o mesmo do 02b, levado um passo adiante. Três lentes independentes propuseram a arquitetura do eixo canônico (currículo, produto e produção) e três propuseram o desenho da primeira trilha nova (pedagogia, teologia e narrativa). Esta síntese decide entre elas, registra quem defendeu o quê e por que a alternativa perdeu, e passa uma auditoria adversarial em cima do que sobrou. Onde as seis propostas afirmaram redação de versículo, a redação foi conferida palavra por palavra contra bible-assets/ALM1911.json, e oito afirmações não sobreviveram à conferência, cinco vindas das propostas e três encontradas na auditoria adversarial (registradas no 02d, seção 3, item 16). Lê junto com 02-curriculo-e-conteudo.md, 02b-trilha-2-personagens.md e 02d-trilha-origens.md.


1. A tese do eixo canônico ​

O pedido do Andre parece uma adição de escopo e é, na verdade, uma mudança de eixo organizador. Até hoje o Caminho tem duas trilhas construídas por dois princípios distintos que nunca foram declarados como princípios: a Trilha 1 é uma harmonia dos evangelhos ordenada pela cronologia de uma vida, e a Trilha 2 é um recorte transversal do Antigo Testamento ordenado por biografia. Nenhuma das duas é canônica, e as duas funcionam justamente por não serem. Introduzir agora a ordem dos livros como espinha significa colocar um terceiro princípio por cima de um corpus finito e fechado, e essa é a diferença estrutural entre este produto e qualquer jogo de idiomas: um curso de inglês pode gerar conteúdo novo indefinidamente, nós temos 66 livros e nada além disso. Num corpus finito, dois eixos sobre o mesmo material colidem por construção, e a colisão precisa de uma regra explícita para ser resolvida, não de boa vontade editorial.

A tese, então, precisa ser dita com precisão, porque a formulação errada dela é o que produz um produto ruim. O cânon entra na jornada como sistema de coordenadas, não como catraca. Ele responde onde uma coisa fica, não o que o jogador é obrigado a fazer antes do quê. Lido como ordem de consumo, "progressão seguindo a sequência dos livros" é uma ideia que mata o produto por aritmética simples: com o calibre atual de unidade, uma espinha canônica estrita colocaria os evangelhos depois de algo como quarenta unidades de Antigo Testamento, ou seja, mais de um ano de lamparina acesa todo santo dia antes de o jogador chegar em Jesus, num produto cujo próprio documento mestre define o evangelho como o coração do pedido. Lido como ordem de referência, o mesmo pedido é uma das melhores ideias que o projeto teve, e é barato: tudo o que o jogador faz passa a receber um endereço canônico, e o jogo passa a mostrar, de forma permanente, quanto da Bíblia ele já percorreu e onde aquilo fica dentro do Livro.

O que isso muda para o jogador é concreto e não é retórico. Hoje ele termina a unidade de Rute sabendo a história de Rute. Com o eixo canônico ele termina a mesma unidade sabendo três coisas a mais: que Rute é o oitavo livro da Bíblia, que a história acontece no tempo dos juízes e não no tempo dos reis, e que ele acabou de percorrer um livro inteiro, do primeiro capítulo ao último, coisa que ele nunca fez na vida. A alfabetização bíblica que o produto vinha entregando por acidente passa a ser entregue de propósito, e ela é exatamente o que diferencia este projeto de um quiz bíblico.

E há um ganho de segunda ordem que decide sozinho a discussão de custo: o mesmo cálculo de cobertura, rodado sobre todo o conteúdo em vez de sobre o progresso de um jogador, é o painel de produção. Ele responde "onde estão os buracos do currículo" com um gráfico, que é exatamente o instrumento que a casa vai querer ter na mão agora que a produção fica intensa, e é também a peça que se mostra ao corpo docente para sustentar a afirmação de que o jogo cobre a Bíblia. Um cálculo, três públicos.

Vale registrar, antes de seguir, uma correção de vocabulário que economiza uma discussão inteira daqui a seis meses. Os quatro exemplos que o Andre deu de "tema" (Criação, Queda, Dilúvio, Torre de Babel) não são temas. São Gênesis 1 a 11 na ordem em que estão escritos, ou seja, o bloco mais canônico da Bíblia. As três lentes de conteúdo chegaram a essa conclusão de forma independente, e ela é uma boa notícia: os dois pedidos do Andre, temas e ordem dos livros, colidem no lugar mais feliz possível do cânon inteiro, e a primeira trilha nova atende os dois de uma vez sem recortar nada. Tema de verdade é outra coisa (medo, perdão, amizade, o que é oração), atravessa livros, não tem "quando", e recebe tratamento próprio na seção 6.


2. Como os dois eixos convivem ​

Esta é a seção mais importante do documento. Tudo o mais decorre dela, e ela tem custo técnico real no pacote core, então errar aqui é caro e errar aqui depois da Fase 3 é muito mais caro.

2.1 O inventário da sobreposição, antes de qualquer arquitetura ​

Não dá para decidir sem olhar o que exatamente está sobreposto. A Trilha 2 consumiu, em unidades fechadas, os seguintes blocos. "Bloco consumido" é o conjunto de capítulos efetivamente citados pelas lições da unidade, e não a faixa larga que o desenho anunciou, pela razão escrita na primitiva 1: contar a faixa larga declara consumido o que ninguém ensinou, e o buraco fica escondido dentro do artefato que existe para provar que não há buraco. A coluna abaixo foi refeita nessa base, conferindo os arquivos de conteúdo lição a lição, e a primeira linha mudou por causa disso.

Unidade da Trilha 2Bloco consumidoO que sobra do livro
JoséGênesis 37, 39, 40, 41, resumo de 42 a 44, 45:1-15 e 50:15-21Gênesis 1 a 36; Gênesis 38; Gênesis 46 a 49; Gn 50:1-14 e 50:22-26, com o juramento sobre os ossos de José, que é a ponte literal para o Êxodo
MoisésÊxodo 1 a 15Êxodo 16 a 40 (deserto, Sinai, bezerro, tabernáculo), quase dois terços
RuteRute inteironada
Davi1 Samuel 16 a 2 Samuel 12, mais Salmos 23 e 511 Samuel 1 a 15, 2 Samuel 13 a 24, o saltério inteiro
Elias1 Reis 12 (resumo), 16 a 19, 2 Reis 21 Reis 1 a 11, 2 Reis 3 a 25
DanielDaniel 1 a 6Daniel 7 a 12, que já está fora por decisão registrada
EsterEster inteiro, menos 9:1-19nada

A leitura que importa nessa tabela é que a sobreposição não é uniforme. Em Gênesis, Êxodo, Samuel e Reis ela é parcial e periférica ao volume do livro. Em Rute, Daniel e Ester ela é total: não sobra nada que se possa ensinar a um jovem de 12 anos. São dois problemas diferentes, e o fato de serem dois já elimina qualquer arquitetura que trate a sobreposição como fenômeno único. Foi exatamente aí que duas das três propostas de arquitetura tropeçaram.

2.2 As quatro arquiteturas que estavam na mesa ​

(a) As trilhas canônicas cobrem só o resto. A solução aritmética: se José tomou Gênesis 37 a 50, a trilha de Gênesis vai de 1 a 36. É a que menos exige do software e a que mais destrói o produto. Ela quebra em três pontos. Primeiro, produz trilhas mutiladas cuja tese não se consegue enunciar: um jogador que nunca fez a Trilha 2 chega ao fim de Gênesis sem José e sai com um livro sem final. Segundo, cria acoplamento permanente entre documentos, porque qualquer ajuste de curadoria dentro da Trilha 2 obriga a recortar de novo a trilha canônica vizinha, e num projeto que já tem quinze itens de curadoria registrados só no 02b isso é garantia de deriva. Terceiro, e decisivo, o recorte só faz sentido para quem construiu o mapa; para o jogador ele é um buraco não declarado, que é justamente o que o pedido manda evitar.

(b) A espinha canônica é só uma visão. Uma estante dos 66 livros sobreposta a todas as trilhas resolve navegação, ensina a estrutura da Bíblia, dá base para as insígnias por livro e não conflita com nada, porque não consome conteúdo. Está metade certa e falha como resposta completa por uma razão simples: o Andre não pediu apenas uma visão, ele pediu progressão de ensino e produção intensa. Uma visão não produz uma lição. Se a espinha canônica for só uma camada de navegação, a pergunta "o que a gente escreve nas próximas cinquenta semanas" continua sem resposta. A estante é necessária e não é suficiente.

(c) Dissolver a Trilha 2 numa espinha canônica única. A mais limpa no papel e a mais cara na prática. Significa jogar fora 39 lições e cerca de 390 exercícios já desenhados, com quinze decisões de curadoria já batidas, doze versículos escolhidos e uma curva pedagógica que o próprio 02b identifica como o melhor argumento do material: Deus vai ficando cada vez menos barulhento de José a Ester, e a trilha termina onde o jovem de 12 anos realmente vive. Essa curva só existe porque a trilha é biográfica e transversal. Numa espinha canônica ela desaparece: José vira o fim de Gênesis, Ester vira um livro pequeno perdido depois de Neemias, e a tese se perde. Pior, a forma biográfica foi pedida pelos professores em 2026-07-20 e aprovada no mesmo dia. Desmontá-la seis semanas depois, sem que nada tenha falhado na medição, é revogar uma decisão por conveniência de simetria, e o projeto tem regra escrita de que decisão revogada exige motivo registrado.

(d) Espinha canônica de produção com nós emprestados, mais a Estante como visão. É a adotada, e o que a torna defensável não é ser uma composição de (a) e (b), é a regra que a sustenta. Sem a regra vira mistura; com ela vira sistema.

2.3 A arquitetura adotada, em cinco primitivas ​

Primitiva 1, a unidade é o bloco indivisível, e o bloco é o que as lições citam. A menor unidade de cobertura do currículo é a unidade, nunca o capítulo. Um bloco bíblico já coberto por uma unidade escrita, revisada e aprovada nunca é reescrito por outra trilha. Essa é a primitiva que protege as 71 lições existentes, e é ela que transforma "não vamos refazer trabalho" de intenção em regra verificável. Uma cláusula de definição vem junto e não é detalhe: o bloco consumido por uma unidade é o conjunto de capítulos efetivamente citados pelas lições dela, e nunca a faixa que o desenho anunciou no inventário. Sem essa cláusula a primitiva se vira contra o próprio currículo, porque uma faixa larga declarada trava a reescrita de capítulos que ninguém escreveu: foi exatamente o que aconteceu na primeira aplicação dela, com a unidade José, que anunciava Gênesis 37 a 50 e não toca em Gênesis 46 a 49 nem no fim do capítulo 50. Quem preenche a coluna do inventário confere os arquivos de conteúdo, não o texto de desenho.

Primitiva 2, o nó emprestado. Uma unidade pertence a exatamente uma trilha proprietária, que é onde ela foi escrita e onde é revisada, e pode aparecer no caminho de outras trilhas como nó emprestado: um nó jogável, idêntico, cujo progresso pertence ao jogador e não à trilha. Quem já fez a unidade José na Trilha 2 chega àquele ponto da trilha de Gênesis e encontra o nó já conquistado, com a marca "você já esteve aqui". Quem chega pela trilha canônica sem ter feito a Trilha 2 joga a unidade normalmente e a encontra depois já conquistada do outro lado. É o mesmo nó, escrito uma vez só, visto de duas trilhas. Em termos de dado, isso significa que o progresso é guardado por unidade e não por trilha, e essa é a única exigência técnica real de toda a arquitetura.

Primitiva 3, o marco. Onde a sobreposição é total (Rute, Daniel, Ester), não há o que emprestar sem transformar a trilha canônica numa colagem de nós de outra gente. Nesses pontos a espinha recebe um marco: uma placa no caminho, não jogável, que diz onde aquele livro entra na história e para qual trilha ir. O marco é navegação pura, não concede XP e não conta como nó. Ele existe para impedir o buraco cronológico: sem os marcos de Daniel e Ester entre a queda de Jerusalém e a volta do exílio, a trilha dos reis pula sessenta anos sem avisar.

Primitiva 4, a tolerância de capítulo. A promessa de não refazer conteúdo vale no nível da unidade, não do versículo. A lição 5.1 da Trilha 2 já resume a divisão do reino de 1 Reis 12, e a trilha canônica dos reis terá uma unidade inteira sobre esse mesmo evento. Isso é sobreposição de capítulo e é tolerada e desejável, porque é literalmente a revisão espaçada que o princípio pedagógico 4 exige: o jogador reencontra o mesmo fato num enquadramento novo e com outra profundidade. O que não se tolera é sobreposição de unidade, que é refazer trabalho de revisão docente.

Primitiva 5, a regra de corte, que hoje é diretriz e não árbitro. Uma trilha canônica cujos nós emprestados passem de dois quintos do total não é uma trilha, é uma visão disfarçada, e é rebaixada a marcos na Estante. O número não é lei da natureza, é convenção escolhida por um critério declarado: abaixo dele a trilha ainda tem conteúdo próprio suficiente para justificar as semanas de revisão docente que ela vai consumir; acima dele, não tem.

E aqui vai uma correção de honestidade que a auditoria adversarial impôs, porque o único caso de trabalho que sustentava o limiar era inválido pelas regras deste mesmo documento. Dizia-se que a trilha do exílio "daria metade", com Daniel e Ester emprestados sobre quatro unidades. Não daria: pela primitiva 3, onde a sobreposição é total não há o que emprestar, e Daniel e Ester entram como marcos, que não concedem XP e não contam como nó. A trilha do exílio teria, portanto, zero nós emprestados e passaria folgadamente na regra de corte. Quem a rejeitou foi a primitiva 3, não a primitiva 5. Aplicada ao inventário real, a regra não corta nada: Origens fica em 0 de 5, a Promessa em 1 de 6, Êxodo em 1 de 5 e os reis em 2 de 8, todas muito abaixo do limiar. A regra de corte ainda não decidiu nenhum caso, e fica registrada como diretriz a ser calibrada quando aparecer o primeiro caso de sobreposição parcial acima do limiar, que é o único cenário em que ela morde. Esdras e Neemias continuam absorvidos como unidade final da trilha dos reis, e Daniel e Ester continuam marcos, pelo motivo da primitiva 3 e não por este.

2.4 O custo honesto desta escolha ​

Três custos, e eles precisam estar escritos porque ninguém deve descobri-los na implementação.

O caminho passa a ter duas entradas para o mesmo conteúdo, o que é complexidade de navegação. A mitigação é que o reencontro com um nó já conquistado é um momento de recompensa e não um buraco, desde que a interface o marque como conquistado desde o primeiro instante em que a trilha é aberta.

O número de nós que o jogador vê numa trilha canônica varia conforme o que ele já jogou, o que quebra a promessa visual de "esta trilha tem N nós". A mitigação é exibir sempre o total completo, com os emprestados marcados como já conquistados, em vez de escondê-los.

E há o custo técnico, que a auditoria mostrou estar descrito ao contrário. O progresso já é guardado por lição num mapa global, e não por trilha: o store do aplicativo declara concluidas como um registro indexado por lessonId, persistido em localStorage, a tela do caminho decide o estado de cada nó perguntando se o id da lição está nesse mapa, e os ids já são globalmente únicos entre as trilhas (u1l1 na vida de Jesus, gu1l1 na gente como a gente). O requisito do nó emprestado, portanto, já está satisfeito e não pede mudança de modelo de dados.

O custo real é outro, e é o que estava faltando: como as chaves de progresso são os ids das lições, a convenção de identificadores da decisão C5, que renomeia tudo para TC-EVA-U1-L1, exige uma migração de chaves no save persistido (caminho-save-v1), com tabela de-para dos ids antigos. Sem essa migração, a renomeação zera o progresso local de todo mundo que já jogou, incluindo os testadores do piloto, e no dia seguinte à publicação. É barato de fazer e caro de esquecer, e é por isso que ele passa a viver na linha da C5 e não na do nó emprestado.

2.5 O artefato que prova que não há buraco ​

O que garante que a jornada cobre a Bíblia não é a arquitetura, é um artefato: a tabela de cobertura da seção 3, que mapeia os 66 livros contra a unidade que os cobre e a forma de cobertura. Ela é o único documento que um professor consegue auditar e a única forma de a afirmação "cobrimos a Bíblia" ser verdadeira em vez de retórica. Ela precisa virar dado versionado no repositório, ao lado do conteúdo, e não ficar só em prosa aqui. Enquanto ela viver apenas neste arquivo, ela é uma promessa; como dado, ela é o painel de produção descrito na seção 1.


3. O mapa completo do cânon ​

Códigos conforme a convenção da seção 5. Trilhas em negrito já existem escritas. "Unidades" conta unidades próprias mais emprestadas; a coluna seguinte diz quantas são emprestadas.

CódigoNome públicoFormaLivros cobertosUn.Empr.Tese em uma fraseO que fica de fora
TC-ORIDe onde veio tudobloco narrativoGênesis 1 a 11, com a porta de Gn 12:1-350Deus fez tudo bom, nós quebramos, e quatro vezes seguidas ele julgou de verdade e ainda deu alguma coisa que ninguém pediuGn 6:1-4, Gn 9:20-27 integralmente, genealogias como conteúdo de memorização
TC-PRMA Promessabloco narrativoGênesis 12 a 5061 (José)Deus responde ao mundo espalhado escolhendo uma família e demorando quatro gerações para cumprir o que prometeu numa tardeGn 19, Gn 22, Gn 34, Gn 38, Gn 16 e 21:8-21
TC-EXOAprender a ser povobloco narrativoÊxodo, com Levítico como referência51 (Moisés)Deus liberta um povo de escravos e passa o resto do livro ensinando esse povo a viver perto dele sem morrer de medocódigo sacrificial e de pureza, Ex 21 a 24, planta detalhada do tabernáculo
TC-TERDo deserto à terrabloco narrativoNúmeros e Deuteronômio narrativos, Josué, Juízes50Uma geração aprende que entrar na promessa custa confiança, e a seguinte aprende o que acontece quando ela esquececonquista como campanha (Js 10 a 12), partilha das tribos, censos, Sansão, Jz 19 a 21
TC-REIReis e profetasbloco narrativo1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, Esdras, Neemias, com Crônicas como referência82 (Davi, Elias)O povo pede um rei como os outros povos, ganha o que pediu, perde tudo, e volta para reconstruir um muro descobrindo que o que faltava era o Livro2 Sm 13 a 20, 1 Rs 11 em detalhe, listas reais, Crônicas como narrativa paralela
TC-POEPoemas e perguntastemática ancoradaJó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes50A Bíblia não só conta o que Deus faz, ela ensina o que dizer de volta a ele, inclusive quando não há respostasalmos imprecatórios, Cantares, discursos dos amigos de Jó
TC-EVAA Vida de Jesusharmonia narrativaMateus, Marcos, Lucas, João60Quem Jesus é, contado do nascimento à comissãoregistrado na Parte 2
TC-ATOO vento que espalhoubloco narrativoAtos60A promessa de At 1:8 se cumpre na ordem exata em que foi dita, e o livro termina sem ponto final porque a história continua no leitorAt 5 como exercício, detalhe do apedrejamento de Estêvão, disputas jurídicas de At 21 a 26
TC-PRFA voz que não caloutemática ancoradaIsaías, Jeremias, Ezequiel parcial, Jonas, Amós, Miqueias e Malaquias, com os demais do Livro dos Doze em card50Quando reis e povo saíram do rumo, Deus não parou de falar, e o que ele mais repetiu foi justiça agora e esperança depoisoráculos contra as nações, Ez 1 e 40 a 48, Dn 7 a 12, leitura de datas
TC-CARCartas para a igrejatemática ancoradaRomanos a Judas, mais Ap 1, 5, 21 e 2260Depois que a igreja nasceu, os apóstolos escreveram cartas ensinando como se vive isso na segunda-feira, e a última página diz onde tudo terminaRm 9 a 11, 1 Co 5 a 7, códigos domésticos, escatologia de 1 e 2 Ts, Ap 6 a 20
TP-GENTEGente como a gentepersonagemtransversal ao Antigo Testamento7proprietária de 7Deus escreve histórias grandes com gente pequenaregistrado no 02b
TF-FUNDFundamentos da Fétemática transversaltransversal, com Ex 20 e as 18 reflexões como fonte50O que a fé cristã faz na prática: orar, ler, pertencer e viverdoutrinas divisivas, batismo, dons, escatologia
VE-ESTANTEA Estantevisão, não é trilhatodos os 6600Onde cada livro fica, o que ele faz na história e quanto dele você já percorreunão se aplica

Duas observações sobre a tabela, porque as duas contrariam propostas que estavam na mesa.

Gênesis vira duas trilhas e não uma. A lente de currículo propôs uma trilha única de Gênesis com sete unidades, José emprestado no fim. Recusei por três motivos. O gênero muda em Gênesis 12: os capítulos 1 a 11 são história primeva, com episódios curtos, humanidade inteira como sujeito e nenhum protagonista contínuo, e a partir do 12 o livro vira narrativa patriarcal, com uma família só e arcos longos. São duas competências de leitura diferentes, e a primeira delas é a mais difícil de ensinar aos 12 anos justamente por não ter protagonista. Somado a isso, uma trilha de sete unidades como primeira entrega da frente canônica é grande demais para o momento, e a divisão em duas entrega a primeira trilha nova em cerca de metade do tempo. E a divisão dá a TC-PRM um recorte muito melhor do que "a vida de Abraão": ela passa a ser Gênesis 12 a 50, com o nó emprestado de José e uma unidade própria de fecho sobre Gênesis 46 a 50, ou seja, ela fecha o livro inteiro de verdade e desemboca literalmente na primeira lição da Trilha 2.

A unidade de fecho de TC-PRM é correção de auditoria, não escopo a mais por gosto, e o motivo precisa ficar escrito. A unidade José, conferida lição a lição, cobre Gn 37, 39, 40, 41, um resumo de 42 a 44, 45:1-15 e 50:15-21. Gênesis 46 a 49 e os pedaços de Gn 50:1-14 e 50:22-26 não aparecem em lugar nenhum. Com a faixa larga declarada no inventário, esses capítulos ficariam consumidos pela primitiva 1 e nunca ensinados, inclusive o juramento sobre os ossos de José, que é a ponte literal para o Êxodo, e três afirmações centrais deste documento seriam falsas: que TC-PRM fecha Gênesis inteiro, que o jogador passa a ter o primeiro livro da Bíblia completo e na ordem, e que o eixo canônico fica sem emenda de Gênesis 1 a Êxodo 15. A quinta unidade própria (a descida ao Egito, a bênção sobre os filhos, a morte de Jacó e o juramento dos ossos) é o que torna as três verdadeiras, e ela custa uma unidade a mais no backlog, já contabilizada na seção 7.3. A alternativa, se o Andre preferir não pagar essa unidade, é declarar Gênesis 46 a 49 e o fim do capítulo 50 na coluna "O que fica de fora", com o motivo escrito, como já é feito com Gn 19, 22, 34 e 38; o que não é opção é manter as três afirmações e o buraco ao mesmo tempo.

A cobertura, livro a livro. Formas: U unidade dedicada, L uma ou mais lições dentro de unidade de outro assunto, M marco na espinha canônica, C apenas card da Estante, com exercício de navegação e sem lição.

LivroCoberturaOnde
GênesisUTC-ORI (1 a 11) e TC-PRM (12 a 50, com José emprestado)
ÊxodoUTC-EXO, com Moisés emprestado
LevíticoL + CTC-EXO, uma lição sobre o que o livro é; código, card
NúmerosL + CTC-TER; censos e itinerário, card
DeuteronômioL + CTC-TER; código legal, card
JosuéU parcial + CTC-TER, por Raabe e Js 24; conquista e partilha, card
JuízesUTC-TER
RuteUTP-GENTE, com marco no fim de TC-TER
1 e 2 SamuelUTC-REI, com Davi emprestado
1 e 2 ReisUTC-REI, com Elias emprestado
1 e 2 CrônicasCcard explica por que a Bíblia conta duas vezes
Esdras e NeemiasUTC-REI, unidade final
EsterUTP-GENTE, com marco em TC-REI
JóUTC-POE
SalmosUTC-POE, mais Sl 23 e Sl 51 em TP-GENTE
ProvérbiosUTC-POE
EclesiastesUTC-POE
CantaresCfora da faixa etária, card com uma frase honesta
IsaíasUTC-PRF
JeremiasUTC-PRF
LamentaçõesCmencionado na unidade de Jeremias, card próprio
EzequielL + CTC-PRF (Ez 37); Ez 1 e 40 a 48, card
DanielU parcial + CTP-GENTE (Dn 1 a 6), com marco em TC-REI; Dn 7 a 12, card
Oseias, Joel, Obadias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, ZacariasCcards, mais versículos avulsos no Guardar no Coração
Amós e MiqueiasLTC-PRF, unidade sobre o que é um profeta
JonasUTC-PRF
MalaquiasLTC-PRF, fecho do Antigo Testamento
Mateus, Marcos, Lucas, JoãoUTC-EVA, mais um card por evangelho explicando para quem cada um escreveu
AtosUTC-ATO
RomanosUTC-CAR
1 CoríntiosUTC-CAR
Gálatas e EfésiosUTC-CAR
Filipenses, 1 Pedro, 1 JoãoUTC-CAR
Tiago e HebreusUTC-CAR
2 Coríntios, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom, 2 Pedro, 2 e 3 João, JudasCcards, mais versículos avulsos
ApocalipseU parcial + CTC-CAR (Ap 1, 5, 21 e 22); Ap 6 a 20, card

Nenhum dos 66 livros fica sem endereço. Vinte e quatro deles ficam só com card, doze dos quais são cartas curtas do Novo Testamento, e essa é a afirmação honesta que o corpo docente deve poder repetir sem constrangimento: o currículo localiza 66 livros e ensina 42.

A conta anterior dizia onze e 55, e a auditoria a derrubou contando as linhas da própria tabela: são 1 e 2 Crônicas (2), Cantares (1), Lamentações (1), a linha dos oito profetas menores agrupados (8) e a linha das doze cartas curtas (12), total de 24. O erro tinha duas causas somadas, a linha das doze cartas esquecida e Crônicas contada como um livro só, e ele importa mais do que a aritmética: esta é literalmente a frase que sustenta o "cobrimos a Bíblia" diante de um professor, e um professor a derrubava contando linhas em dois minutos. Se 42 parecer pouco para sustentar a frente canônica, a decisão a tomar agora, e não depois de a tabela virar dado versionado, é quais das doze cartas curtas sobem para lição dentro de TC-CAR, o que é escolha de escopo e não correção de número.

O marco de Rute muda de lugar por auditoria, e vale registrar porque a razão é a definição do próprio instrumento: pela primitiva 3, o marco existe para impedir o buraco cronológico, e a seção 6.4 ensina que Rute acontece no tempo dos juízes. Colocá-lo em TC-REI, que abre em 1 Samuel, fazia o jogador atravessar a era dos juízes inteira em TC-TER, a trilha proprietária de Juízes, sem nenhum sinal de que Rute existe e acontece ali, que é exatamente o buraco que o marco deveria fechar. Daniel e Ester, os outros dois marcos, já estavam na era certa. O marco vai para o fim de TC-TER e o texto dele faz o trabalho duplo: "Rute acontece aqui, no tempo dos juízes, e o fim do livro dela abre a próxima trilha." Isso ainda reforça o gancho que o 02b já explora, porque Rt 4:17 entrega Obede, Jessé e Davi na fronteira exata entre as duas trilhas.


4. O que a Bíblia tem que não vira lição ​

Esta é a seção que o corpo docente vai ler primeiro, e por isso ela não usa eufemismo. O critério para entrar aqui é único: o material exige um mediador adulto que um aplicativo não fornece, ou não tem resposta única defensável pelo texto, o que já o exclui pelo princípio 5 da Parte 2 antes de qualquer discussão editorial.

Levítico e o código ritual. Não se ensina, e não é covardia pedagógica: um sistema sacrificial só faz sentido dentro de uma teologia de expiação que a faixa de 10 a 15 não sustenta, e ensinar as regras sem a teologia produz exatamente a caricatura de "Deus das regras" que o projeto quer evitar. Decisão: uma lição, em TC-EXO, que responde o que é o livro e por que ele existe, mais card na Estante. O sacrifício reaparece com sentido em TC-CAR, através de Hebreus, que é onde o próprio Novo Testamento explica.

Genealogias. Não se ensinam como conteúdo e são preciosas como navegação. Gênesis 5, Gênesis 10, 1 Crônicas 1 a 9 e as genealogias de Mateus e Lucas viram material de exercício de encontrar na Bíblia e de estrutura ("por que a Bíblia guarda listas de nomes"), nunca de memorização de nomes ou de soma de anos. Existem duas exceções, e as duas são ensinadas porque ali a genealogia é o desfecho da história e não a lista: Rute 4:17, já na Trilha 2, e Gênesis 5, na trilha das Origens, onde o que se ensina é o refrão do capítulo e a exceção no meio dele, jamais os números.

A conquista de Canaã. É o texto eticamente mais difícil do Antigo Testamento para esta faixa, e amenizá-lo violaria a mesma regra de fidelidade que já fez o projeto cortar Gênesis 22. A destruição das cidades cananeias exige mediação adulta, e o argumento que cortou Abraão em Gênesis 22 se aplica aqui com mais força ainda. Decisão: fora, e Josué entra por Raabe, pela comissão de Js 1:9 e pela escolha de Js 24:15. Isso não é evasão, é adotar o enquadramento que o próprio Novo Testamento adota: a única pessoa da Jericó de Josué que o Novo Testamento nomeia é Raabe, e ele a nomeia três vezes, duas como exemplo (Hebreus 11:31 e Tiago 2:25) e uma na genealogia de Jesus (Mateus 1:5). A delimitação por época não é preciosismo e a auditoria tinha razão em exigi-la: sem ela a frase é falsa, porque o Novo Testamento nomeia pelo menos outras duas pessoas em Jericó, Zaqueu em Lucas 19:1-2 e Bartimeu em Marcos 10:46, e esta é a frase de fecho que sustenta o corte da conquista diante do corpo docente. Com a delimitação, o argumento fica mais forte do que era, porque as três referências mostram que a escolha de entrar em Josué por Raabe é do próprio Novo Testamento e não nossa.

Juízes na parte mais escura. Juízes 19 a 21 fica fora sem exceção. Sansão fica fora, mantendo a decisão do 02b, porque a narrativa de Dalila e o desfecho no templo pedem nuance que a micro-lição não comporta.

Salmos imprecatórios. Fora do currículo e presentes na Estante com uma frase que é, ela mesma, ensino: existem salmos em que a pessoa pede a Deus coisas terríveis contra os inimigos, e o que isso mostra é que se pode dizer tudo a Deus, inclusive o que é feio, em vez de fingir. Essa frase é a única forma responsável de tratar o assunto nesta faixa.

Apocalipse e a apocalíptica em geral. A decisão D8 já exclui escatologia, e há um argumento prático que se soma: Apocalipse 6 a 20 é o texto que mais divide igrejas evangélicas no Brasil, e um produto interdenominacional que tomar posição ali perde metade das igrejas que a decisão O2 pretende mapear. Decisão: Apocalipse entra com quatro lições sobre Ap 1, 5, 21 e 22, e o resto vira card com uma frase de política: existe muita coisa neste livro sobre a qual cristãos fiéis discordam, e o Caminho ensina o que todos concordam, que é que Jesus vence e que Deus faz novas todas as coisas. Daniel 7 a 12 recebe exatamente a mesma frase, o que dá coerência às duas exclusões.

Cantares. Fora, integralmente, e o card diz o que o livro é sem constrangimento: um poema de amor entre duas pessoas, que está na Bíblia porque amor também é coisa de Deus, e que se lê melhor mais velho.

Textos de violência doméstica e sexual. Gênesis 19, 34 e 38, 2 Samuel 13, Juízes 19: fora, sem exceção, seguindo a mesma política de sobriedade que o 02b já aplicou à mulher de Potifar e a Bate-Seba. A auditoria apontou uma contradição aqui e ela precisa ser resolvida por escrito, porque o item 1 abaixo manda card para tudo enquanto este parágrafo dizia "sem card explicativo detalhado", sem esclarecer se há card ou não. A resolução é esta, e ela vale para as cinco passagens: não existe card de passagem, existe card de livro. Gênesis, 2 Samuel e Juízes têm card, como todo livro tem; o card não descreve a passagem, não a nomeia por capítulo e não conta o que acontece nela. Frase exata, a mesma nos três: "Há capítulos deste livro que contam coisas duras que aconteceram entre pessoas, e o Caminho não conta essas histórias, porque elas pedem um adulto por perto para conversar. Se você quiser saber sobre elas, fale com o seu pai, com a sua mãe, com o seu líder na igreja ou com um adulto de confiança." A resposta completa vive no material dos responsáveis e no corpus do Jairus, conforme os itens 2 e 3.

O que se faz com esses livros e passagens, porque silêncio sozinho é uma defesa fraca e um jovem de 14 anos encontra tudo isso sozinho em cinco minutos:

  1. Card na Estante, com uma frase honesta sobre o que o livro é e por que ele não virou lição. O card é conteúdo, não é buraco. E o card não é isento de revisão. Ele é, ao contrário, a tela mais exposta do produto: é ali que uma criança de 10 anos encontra a descrição de tudo o que foi excluído por ser duro demais, dos salmos imprecatórios a Cantares, de Juízes 19 a 21 a Apocalipse 6 a 20 e a Daniel 7 a 12. Todo card de livro ou de trecho citado nesta seção entra na camada 4 de revisão, com redação pré-escrita e aprovada junto da Carta de Escopo, e a Estante estreia com esses livros no estado "em breve" enquanto a redação não estiver aprovada, que é um estado que a seção 6.3 já prevê e que não lê como buraco.
  2. Material para os responsáveis, onde a resposta completa existe, com o motivo escrito, para que um adulto decida o que fazer com o filho dele.
  3. Corpus do Jairus, para que a plataforma tenha resposta pronta e da casa quando a pergunta chegar por lá.
  4. Uma faixa mais velha, no futuro, que é o destino natural da conquista de Canaã, de Gênesis 22 e do bloco de Juízes. Metade das exclusões desta seção alimenta essa trilha futura, e é por isso que a política precisa ser escrita agora e não descoberta depois.

Uma observação de governança que vale para tudo nesta seção: exclusão aprovada não é reaberta unidade a unidade. Ela entra na lista de exclusões permanentes, versionada no repositório, carregada no prompt do gerador como instrução negativa e verificada mecanicamente. A lista de curadoria consolidada do item 14 do 02b é o protótipo dela e deve sair do corpo de um documento de desenho para virar arquivo próprio, com data e nome de quem aprovou cada linha.


5. A convenção de nomeação ​

5.1 O conflito, e por que ele não se resolve renumerando ​

Hoje "Trilha 3" tem dois donos: o documento mestre chama assim a trilha Fundamentos da Fé, e o item 11 do 02b manda Êxodo 20 para "a Trilha 3 (Fundamentos)". Se a próxima trilha produzida for a das Origens, ela é a terceira produzida e o número colide.

A tentação é renumerar, com Origens virando 3 e Fundamentos virando 4. Isso não resolve, adia. O problema de fundo é que um número sequencial tenta codificar uma ordem, e existem duas ordens legítimas e diferentes: a canônica, em que Gênesis vem antes dos evangelhos, e a de produção, em que os evangelhos vieram primeiro. Qualquer número atribuído está errado do ponto de vista de pelo menos uma das duas, e vai colidir de novo na próxima trilha inserida no meio. Renumerar ainda quebra todas as referências cruzadas já escritas nos documentos aprovados, o que é dívida documental pura.

5.2 A convenção adotada ​

Abolir a numeração sequencial de trilhas. No lugar dela, três coisas separadas que hoje estão indevidamente fundidas num número só.

Um, código estável, que codifica a forma e não a ordem.

PrefixoSignificaExemplos
TC-trilha canônica, ancorada num bloco do cânonTC-ORI, TC-PRM, TC-EXO, TC-TER, TC-REI, TC-POE, TC-EVA, TC-ATO, TC-PRF, TC-CAR
TP-trilha de personagemTP-GENTE
TF-trilha temática transversal, que não pertence a um bloco canônicoTF-FUND
VD-vereda, o formato curto temático da seção 6.5VD-MEDO, VD-NATAL
VE-visão, não é trilha e não é jogável como trilhaVE-ESTANTE

O sufixo é a abreviação estável do bloco ou do tema, em três a cinco letras maiúsculas, escolhida uma vez e nunca mais alterada. Unidades e lições herdam: TC-ORI-U3, TC-ORI-U3-L2. É legível no repositório, ordenável, e compatível com o padrão declarativo que o projeto já usa e com a validação por Zod da decisão T3.

Dois, nome público, que é o que o jogador vê. "De onde veio tudo", "Gente como a gente", "A Vida de Jesus". Número nenhum aparece na interface, nunca. Isso também resolve um problema de produto que ninguém tinha levantado: "Trilha 7" comunica ao jogador que existem seis coisas antes que ele não fez, o que é desmotivador e é falso, já que a maioria das trilhas é de entrada livre.

Três, duas ordens, guardadas como dado e não como identificador. Cada trilha carrega dois campos: ordemCanonica, que é a posição na Estante, do Gênesis ao Apocalipse, e ordemProducao, que é a posição no backlog da seção 7. São independentes, editáveis sem quebrar nada, e nenhum dos dois está embutido no código.

Quatro, regra de imutabilidade. Um código nunca é reutilizado nem renumerado. Se uma trilha for cortada, o código é aposentado, jamais reatribuído. É a mesma disciplina que o DECISOES.md já aplica a decisões revogadas, e pelo mesmo motivo: permitir retomar o projeto meses depois sem refazer o debate.

5.3 A migração ​

Referência atualPassa a serOnde precisa ser corrigido
Trilha 1TC-EVA, "A Vida de Jesus"00-visao, 02-curriculo, 02b, arquivos de conteúdo
Trilha 2TP-GENTE, "Gente como a gente"02b, arquivos de conteúdo
Trilha 3 (Fundamentos)TF-FUND, "Fundamentos da Fé"00-visao seção 6, 02-curriculo seção 8, 02b seção 2 (justificativa da Unidade 2, "Êxodo 20 rende mais na Trilha 3") e itens 11 e 17(d)
"Grandes Histórias", nome legado da Trilha 2aposentado00-visao seção 6, 02-curriculo seção 8
conteudo/trilha-1-unidade-N.mdconteudo/TC-EVA-U{N}.mdrenomeação dos 6 arquivos da Trilha 1
conteudo/trilha-2-unidade-N.mdconteudo/TP-GENTE-U{N}.mdrenomeação dos 7 arquivos da Trilha 2
ids de trilha, unidade, lição e exercício no repositório do jogocódigos e sufixos da convençãopackages/content/trilhas/*.json (campo id em todos os níveis), lista TRILHAS em packages/content/src/index.ts, e a migração de chaves do save persistido descrita na seção 2.4
"Trilha 1" e "Trilha 2" no corpo dos documentos de desenhoTC-EVA e TP-GENTE02c e 02d, escritos inteiros na nomenclatura antiga

A colisão do número 3 desaparece porque o número 3 deixa de existir, que é a única forma de resolver uma disputa de numeração sem criar a próxima. A tabela acima é o inventário completo da dívida documental que a convenção cria, e ela ganhou quatro linhas na auditoria: a nomenclatura viva no repositório do jogo, que é onde estão os identificadores reais e onde a renomeação tem consequência para o jogador, e os dois documentos de desenho que instituem a convenção e são escritos inteiros contra ela.


6. O que aparece no jogo ​

6.1 Linearidade versus liberdade ​

Nenhuma trilha é trancada atrás de outra. Nunca. A Trilha 1 não pode ficar atrás do Pentateuco, e a formulação geral dessa regra é que o jogo nunca transforma ordem de referência em ordem de consumo.

Vale registrar que o projeto já tinha decidido isso sem perceber: o comentário no código da tela do caminho diz literalmente que a trilha de personagens não fica trancada atrás das lições da primeira, e o item 13 do 02b registra o conflito de gancho da lição 6.5, que aponta para Atos enquanto a trilha seguinte é Antigo Testamento. Isso não é um bug de redação, é o produto avisando que ele é um grafo e não uma fila.

A liberdade tem três níveis, e eles quase já existem:

Dentro da unidade, linearidade dura. As lições de José têm dependência narrativa real: a 1.6 não faz sentido sem a 1.2. Fica como está.

Dentro da trilha, unidades em sequência. O 02b construiu a cronologia justamente para que cada unidade passe o bastão à seguinte, e jogar isso fora seria perder o melhor argumento pedagógico do documento. Fica como está.

Entre trilhas, liberdade com recomendação. Aqui está a chave, e ela é um desenho e não uma ausência de desenho: o jogo nunca tranca uma trilha, e nunca apresenta as trilhas como um cardápio plano de iguais. Existe sempre exatamente uma recomendada, e a recomendação é canônica sempre que o jogador não tiver preferência declarada. Um cardápio de dez portas iguais é paralisia; uma porta grande com nove menores atrás é liberdade sem custo cognitivo.

O ponto de entrada resolve o resto e é a peça de produto que mais barato converte o pedido do Andre em mecânica. No onboarding, depois de nomear a ovelha, o jogo pergunta uma vez só por onde você quer começar, com três portas: "quero conhecer Jesus" (TC-EVA), "quero começar do começo" (TC-ORI) e "quero conhecer gente que Deus chamou" (TP-GENTE). A porta do meio é a espinha canônica, oferecida de verdade a quem a quiser desde o primeiro dia, e é a resposta honesta ao pedido: quem quer atravessar a Bíblia na ordem pode, e o jogo vai reconhecer isso na leitura de progresso. Quem quer Jesus vai direto em Jesus. A ordem canônica deixa de ser imposição e vira uma das identidades possíveis de jogador.

Os pré-requisitos que existem são poucos e todos por dependência narrativa real, e mesmo eles são recomendação forte e não tranca: TC-PRM depois de TC-ORI ou do nó José; TC-EXO depois de TC-PRM ou do nó Moisés; TC-ATO depois de TC-EVA; TC-PRF depois de TC-REI, porque sem a monarquia profeta vira personagem sem contexto; TC-CAR depois de TC-ATO. Todas as demais são de entrada livre.

E o fim de trilha vira uma tela de bifurcação em vez de um ponteiro fixo: ao fechar uma trilha o jogador ganha o pergaminho e escolhe entre duas ou três próximas, com a recomendada marcada. Isso resolve de vez o item 13 do 02b, escala para dez trilhas sem nenhuma reescrita, e é mais barato do que remendar o gancho da lição 6.5 a cada trilha nova.

6.2 As duas camadas de tela, que é a mudança mais urgente ​

Com duas trilhas e 71 lições, a tela do caminho já empilha tudo num scroll único. Com dez trilhas e mais de trezentas lições, essa tela é intragável, e não por estética: o jogador que abre o aplicativo para fazer a lição do dia teria que rolar por centenas de nós irrelevantes para chegar ao dele. O conserto não é layout, é hierarquia.

Nível 1, o Mapa, nova tela inicial da aba Caminho. De cima para baixo: um cartão grande de Continuar, com o nome exato da próxima lição, o nome da unidade e um botão único, porque a esmagadora maioria das sessões quer só isso e não deve pagar nenhum pedágio de navegação. Abaixo, a faixa do tempo da seção 6.4. Abaixo, as trilhas agrupadas em no máximo quatro eixos (Antigo Testamento, Jesus, A Igreja, Fundamentos), cada eixo uma faixa horizontal deslizável de cartões com barra de progresso. Trilha nunca começada aparece colapsada, um cartão e uma linha de promessa. Trilha concluída some para uma fileira de pergaminhos.

Nível 2, a Trilha, que é a tela de hoje quase intacta. O jogador entra numa trilha e vê os nós dela e só dela, com voltar para o mapa. O código atual vira essa tela com pouquíssima alteração: basta parar de iterar sobre a lista de trilhas e receber uma trilha por propriedade.

A regra que impede a tela inicial de inchar de novo: o número que o jogador vê na tela inicial nunca é "10 trilhas", é "sua próxima lição" e "3 trilhas abertas". Produzir muito é a decisão certa; o trabalho de design é garantir que mais conteúdo nunca pareça mais dever de casa, porque uma tela inicial que cresce com o catálogo é um produto que fica mais assustador a cada entrega, que seria o pior desfecho possível para uma fase de produção intensa.

A barra de abas continua com cinco itens. Nenhum eixo de conteúdo ganha aba própria, nunca.

6.3 A Estante dos 66 ​

Decisão: construir, e construir agora, com uma correção de moldura e uma correção de granularidade.

A correção de moldura primeiro, porque ela decide o sucesso da tela. Uma estante vazia lê como cobrança: 66 lombadas, 9 acesas, 57 apagadas, e o jogador de 12 anos entende "eu não fiz". O projeto tem contrato explícito de antipadrões (sem culpa, sem FOMO), e uma tela de cobertura mal enquadrada é a forma mais fácil de violá-lo sem querer. Mantenho o objeto estante, porque uma prateleira com lombadas na ordem é a melhor forma conhecida de ensinar a ordem dos livros por exposição repetida, e troco o verbo: a Estante é percorrida, não preenchida. Cor do não visitado é neutra e nunca é vermelha, o texto fala em "onde você já esteve" e nunca em "o que falta", e em nenhum lugar existe um percentual da Bíblia inteira. Esse número seria pequeno no lançamento e continuaria pequeno por anos, e a única coisa que ele comunica é que o jogo é pequeno.

A correção de granularidade: a unidade de cobertura é o capítulo, não o versículo. Versículo é precisão falsa, sugere exaustividade que nunca teremos e transforma cada livro num alvo impossível. Capítulo é honesto e legível, e é a unidade que o exercício de encontrar na Bíblia já ensina a navegar, o que faz as duas mecânicas se apoiarem. E o número exibido é contagem, não porcentagem: "Gênesis: 6 de 50 capítulos" é um fato, "Gênesis: 12%" é uma nota baixa. No nível do bloco, aí sim, uma barra preenchida funciona, porque barra não é nota, é território.

Três estados por livro, não dois, e essa é a sutileza que evita a leitura de fracasso: o jogo distingue "você ainda não passou por aqui" de "o jogo ainda não escreveu isso". Livro com conteúdo pronto e não jogado é convite ativo, com um toque que leva à lição. Livro sem conteúdo é neutro, marcado como "em breve", e isso joga a favor, porque comunica ao jogador, aos pais e aos professores que o produto tem estrada pela frente.

A tela, concretamente. A Estante nunca abre nos 66. Abre em sete prateleiras na ordem canônica: Lei, Históricos, Poéticos, Profetas, Evangelhos e Atos, Cartas, Apocalipse. A quinta prateleira leva os dois nomes por necessidade e não por gosto: a versão anterior deixava Atos sem prateleira, e Atos é um livro inteiro com trilha própria no mapa, a sexta na ordem de produção, cuja ficha de livro não teria onde morar. Como o argumento central da tela é que a mera ordem das prateleiras, vista toda semana, ensina a arquitetura da Bíblia, uma arquitetura em que Atos não existe ensina errado. "Evangelhos e Atos" preserva as sete faixas numa tela de celular e é a divisão que o próprio mapa canônico usa, com TC-EVA seguido de TC-ATO. Cada prateleira é uma faixa com nome, barra e contador. Tocar uma prateleira a expande nos livros dela. Tocar um livro abre a ficha, que é o coração da coisa:

Gênesis • 1º livro • Lei • 50 capítulos Você percorreu 6 capítulos. Você esteve aqui: O sonho e a túnica (Gn 37) • Vendido pelos próprios irmãos (Gn 37) • Fiel na casa de Potifar (Gn 39) • Dois sonhos na prisão (Gn 40) • Do calabouço ao palácio (Gn 41) • Eu sou José, vosso irmão (Gn 45, 50) Você guardou daqui: "Vós intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem" (Gn 50:20) • "E o Senhor estava com José" (Gn 39:2) Ainda tem estrada aqui: 10 unidades nas trilhas De onde veio tudo e A Promessa.

A ficha é navegação reversa: cada item é tocável e leva de volta à lição, ou adiante para uma lição disponível. Ou seja, a Estante não é só leitura, é a segunda porta de entrada no mesmo conteúdo, agora pela ordem canônica em vez da ordem de percurso. É literalmente o pedido do Andre virando mecânica jogável.

Ela também resolve a divisão de trabalho entre as três coleções do produto, que hoje não está escrita em lugar nenhum e vai gerar sobreposição na Fase 3:

ColeçãoO que guardaRegistro
Baú do Coraçãoversículos firmadoso que eu guardei
Apriscolembranças por unidadeonde eu estive, em objetos
Estantecapítulos percorridos por livroonde tudo isso fica na Bíblia

O Baú é devocional, o Aprisco é afetivo, a Estante é estrutural. Três telas com três empregos distintos não competem.

Sem sexta aba. A Estante mora dentro do Perfil e vira o elemento principal dele. O Perfil hoje é fraco, com lamparina, XP e insígnias; com a Estante ele vira "quem eu sou nesta jornada", que é o lugar certo para uma leitura de acúmulo de longo prazo.

Sinergia com o exercício de encontrar na Bíblia. Hoje esse tipo ensina navegação no vácuo: o jogador acerta que a história está em Lucas e nada acontece com esse acerto. Ligar os dois é quase de graça, e a insígnia Explorador, já especificada como "acertos cobrindo todos os livros usados na trilha", finalmente ganha uma superfície onde significa alguma coisa. Isso também dá uma razão de produto para aumentar a frequência desse tipo, hoje limitado a um por unidade.

6.4 A faixa do tempo, e a decisão de assumir que as duas ordens divergem ​

A tentação é fazer uma tela só carregar as duas ordens. Não deve. Elas têm funções e horizontes diferentes: a ordem de percurso responde "o que eu faço agora", a canônica responde "onde isso fica". Separa por emprego e liga com uma ponte fina.

A ponte é uma linha do tempo horizontal, não um rio. Um rio é bonito e diz três coisas erradas: canal único, quando estamos justamente defendendo trilhas paralelas; sentido obrigatório; e ausência de escala, porque o jogador não consegue ver que de José a Davi vão séculos e de Davi a Elias vai bem menos. Uma linha do tempo segura simultaneidade (os Salmos acontecendo dentro de Davi), carrega rótulos que o jovem aprende de graça, e escala de forma trivial, porque oito trilhas são mais alfinetes na mesma linha e não um rio maior.

Na tela do Mapa, abaixo do cartão de Continuar, uma faixa fina sempre visível, com rolagem horizontal travada na posição atual, mostrando eras em sequência: Princípio, Patriarcas, Egito e Êxodo, Juízes, Reis, Exílio, Pérsia, Jesus, Igreja. Segmentos onde o jogador já jogou aparecem preenchidos, a era atual traz um ponto com a cabeça da ovelha. Tocar uma era mostra que trilhas moram ali.

Logo abaixo, uma única linha de texto, e é ela que faz a maior parte do trabalho pelo menor custo:

Unidade 4 de 7 • Davi • tempo dos reis, depois dos juízes e antes do exílio

Uma frase de contexto por unidade, escrita à mão pelo mesmo revisor que já escreve os objetivos de aprendizado, e o jogador para de flutuar. Custa quase nada e é o item de maior retorno da lista inteira.

E o produto assume que cânon e cronologia divergem em vez de disfarçar: Rute é o oitavo livro e acontece no tempo dos juízes, os Salmos estão no meio da Bíblia e nascem no meio da monarquia, os profetas estão no fim do Antigo Testamento e falam de dentro dos Reis. Fingir uma ordem só produziria uma mentira didática que o jovem descobre sozinho aos 14 e que desmoraliza o produto. Melhor transformar em ensino: a faixa se chama quando, a Estante se chama onde, e a ficha de livro traz as duas coordenadas lado a lado.

6.5 As veredas, que é o que "tema" quer dizer de verdade ​

Temas de verdade (medo, perdão, amizade, gratidão, o que é oração, como ler a Bíblia) atravessam livros, reaproveitam passagens já cobertas e não têm "quando". É justamente por não terem "quando" que eles não podem ocupar o mesmo nível visual das trilhas narrativas: um alfinete de "medo" na linha do tempo quebraria a metáfora que sustenta a leitura canônica inteira.

Ficam então dois objetos com peso deliberadamente desigual:

TrilhasVeredas
Naturezanarrativas, canônicas ou por personagemtemáticas e sazonais
Tamanho5 a 8 unidades, 25 a 40 lições1 unidade, 4 a 5 lições
RecompensaPergaminhoSelo
Linha do tempoancoradasfora dela
Forma no mapaeixo com cartões grandesfaixa própria embaixo, cartão de formato distinto
Destravamentorecomendação, nunca trancasempre abertas

A assimetria trabalha em três frentes. Protege a linha do tempo, que só funciona se tudo pendurado nela tiver data. Dá à produção um formato barato e frequente, porque uma vereda de cinco lições é uma semana de escrita e uma passada de revisão, que é a cadência necessária para manter o produto vivo entre trilhas grandes e atacar o risco de retenção pós-novidade. E cria o lugar natural para o sazonal, Natal e Páscoa, que a Fase 5 já previa.

Duas regras fecham o desenho. Cobertura é união de conjuntos: uma vereda sobre medo que revisita 1 Reis 19 não conta o capítulo de novo na Estante, e o jogador nunca é premiado duas vezes pelo mesmo capítulo. E veredas são a oferta de retorno: quando o jogador quebra a lamparina e volta, ou quando a próxima unidade da trilha é pesada, o jogo oferece uma vereda curta em vez do próximo nó grande. Isso transforma o formato de "mais conteúdo" em alavanca de retenção, que é a única justificativa honesta para criar um segundo tipo de objeto no mapa.

Toda vereda é ancorada num bloco de texto nomeado, e o tema é o princípio de ordenação, nunca a fonte do conteúdo. Sem essa regra a vereda vira moralismo com verniz bíblico, com cinco versículos de cinco livros colados por conveniência, o que viola os princípios 1 e 5 da Parte 2 de uma vez.

Faseamento: a primeira vereda só entra depois de TC-ORI estar escrita e das três unidades pendentes da Trilha 2 estarem convertidas. Abrir um formato novo com dívida de conversão em aberto é o caminho mais rápido para ter cinco frentes pela metade, que é o risco real de uma fase de produção intensa.

6.6 O pré-requisito técnico que precisa ser pago antes da primeira trilha nova ​

Hoje o campo de referência bíblica no conteúdo é string livre escrita por humano, e as formas encontradas já incluem "Êxodo 1:8 a 2:10", "1 Samuel 18:1-4; 20", "2 Samuel 5:1-5; 6:12-19; 7:8-16; Salmo 23" e "Unidade 1". Um analisador em cima disso é fonte permanente de bug silencioso, e bug silencioso em cobertura significa mostrar número errado para o jogador e para os professores.

Decisão: manter a string humana para exibição e acrescentar ao schema um campo estruturado de passagens, com livro, capítulo e versículo de início e fim, gerado no pipeline e validado por Zod, conforme a decisão T3. Mais uma tabela estática dos 66 livros com bloco, posição canônica e número de capítulos, que é trabalho de uma tarde e nunca mais muda. Mais uma função pura no core que recebe as lições concluídas e devolve a cobertura, testável sem interface.

A hora é agora e não depois: anotar passagens estruturadas em 71 lições é uma tarde; em mais de trezentas lições, escritas por várias mãos ao longo de um ano, é um projeto próprio.


7. A ordem de produção e o gargalo de revisão ​

7.1 A posição zero, que não é uma trilha ​

Antes de qualquer trilha nova existe uma entrega que custa zero de escrita e vale mais do que qualquer trilha da lista: aprovar e pilotar a Trilha 1.

O dado que sustenta isso é desconfortável e precisa estar escrito. Os treze arquivos de unidade do repositório carregam a mesma linha no cabeçalho, "aguardando revisão teológica", e os treze registros de revisão estão com todas as células em pendente. São 71 lições, 908 exercícios e 84 itens de parecer em fila (71 lições mais 13 Desafios do Baú), com zero unidades aprovadas. A linha de produção tem treze unidades em estoque e vazão zero.

A consequência para o pedido do Andre é direta, e ela não é um "não". A intensificação vale, e ela precisa vir junto com uma reforma do processo de revisão, senão produz dívida em vez de produto: se o corpo docente devolver a Unidade 1 com uma decisão de curadoria nova daqui a três meses, ela vai retroagir sobre 84 itens em vez de sobre 7. Uma Trilha 1 revisada e pilotada ainda produz três insumos que barateiam todas as outras: a devolutiva real sobre o formato, que hoje é hipótese; a resposta da decisão D9, que hoje trava âncoras em duas trilhas; e a calibragem de acerto por tipo de exercício, que o anexo da Unidade 3 da Trilha 2 já pede.

Decisão: a posição zero roda em paralelo e não bloqueia a Carta de Escopo das Origens. A carta circula agora, e enquanto ela está na mesa do corpo docente o esforço de máquina vai para as cinco coisas que não dependem de revisão nenhuma: o conferidor mecânico da seção 7.4, o campo estruturado de referência da seção 6.6, a divisão da tela em Mapa e Trilha, a tela de bifurcação de fim de trilha da seção 6.1, e a conversão das três unidades da Trilha 2 que estão escritas e ainda não viraram jogo. Não se perde tempo, se usa a espera.

7.2 A ordem recomendada ​

Ordem canônica é ordem de exibição; ordem de produção obedece a outros critérios: dívida com o jogador que já está dentro, custo marginal e risco de curadoria, com as trilhas difíceis depois que o processo de revisão tiver mais repetições.

Faltava aqui o quarto critério, e a auditoria mostrou que ele estava sendo citado sem ser aplicado nem revogado. A regra para novas trilhas da seção 8 do 02-curriculo, reafirmada na seção 9 do mesmo documento, diz que nenhuma trilha nova começa antes de a anterior estar completa e medida. Hoje a Trilha 1 tem zero unidades aprovadas e nenhum piloto, e a Trilha 2 tem três unidades escritas e não convertidas: o pacote de conteúdo do jogo tem seis unidades de vida de Jesus e apenas quatro de gente como a gente. A assimetria era visível dentro deste próprio documento, que impõe a mesma disciplina às veredas na seção 6.5 e não a si mesmo. Registro a regra como revista em 2026-08-31, com o motivo e com uma condição, e a revisão entra no DECISOES.md pela disciplina de decisão revista, com data e ponteiro. O motivo: a frente canônica é pedido do dono do produto, e a espera pela Carta de Escopo é ociosa se não for preenchida com trabalho, então o desenho e a carta de uma trilha nova podem correr antes de a anterior estar medida, porque nenhum dos dois gera fila de revisão. A condição: a escrita das unidades de TC-ORI não começa antes de as três unidades pendentes da Trilha 2 estarem convertidas, que é trabalho de máquina, não depende de revisor nenhum e é dívida com o jogador que já está dentro.

E há um segundo portão, que ninguém tinha escrito e que decorre da decisão C10 da seção 7.6. O limite de estoque diz que nenhuma unidade nova é escrita enquanto houver mais de seis unidades sem parecer na fila, e a fila tem hoje treze com vazão zero. Sob essa regra, as cinco unidades de TC-ORI não podem ser escritas hoje, o que contradiz frontalmente a ordem abaixo se a precondição ficar implícita. Ela fica explícita: a escrita das unidades de TC-ORI começa quando a fila de unidades sem parecer cair a seis, ou seja, depois de sete pareceres emitidos, o que pelo quadro da seção 7.3 leva de cinco a quatorze semanas conforme o tamanho da bancada. Até lá o esforço vai para a Carta de Escopo, o conferidor da camada 1, o campo estruturado de referência, a divisão de telas, a tela de bifurcação e as três conversões pendentes. Se a intenção do Andre for abrir exceção para TC-ORI, ela precisa estar declarada dentro da C10 e não deduzida da urgência do pedido.

OrdemTrilhaUnidades novasPor que aqui
1TC-ORI, De onde veio tudo5É o pedido literal do Andre e o único ponto do cânon onde os dois eixos que ele pediu coincidem. É a porta de entrada que falta no produto inteiro: hoje todo o material começa no meio da história, a Trilha 2 abre em Gênesis 37 e o jogador nunca soube por que precisava haver um José. É também a trilha que torna a Estante imediatamente legível, porque ninguém entende uma estante de 66 livros começando pelo meio. Tem o maior risco editorial da lista e por isso a Carta de Escopo dela é o artefato que circula primeiro.
2TC-PRM, A Promessa5Costura tudo: fecha Gênesis inteiro, ligando a trilha das Origens diretamente a José na Trilha 2, e o jogador passa a ter o primeiro livro da Bíblia completo, na ordem, atravessando três trilhas. É a primeira vez que a progressão canônica fica visível para ele, ou seja, é onde o pedido do Andre deixa de ser arquitetura e vira experiência. Empresta José e testa o nó emprestado pela primeira vez, e traz a unidade de fecho sobre Gênesis 46 a 50 sem a qual "fecha Gênesis inteiro" é falso, conforme a seção 3. Risco médio, e um risco de governança que precisa ser declarado: o item 3 do 02b não cortou Gênesis 22, cortou Abraão, mandando-o para "uma trilha 'A Promessa', com faixa mais velha ou material para pais", justamente porque o arco dele só fecha em Gn 22 e amenizar violaria a regra de fidelidade. TC-PRM chama-se exatamente "A Promessa", entra no currículo principal de 10 a 15 anos e entrega o arco deliberadamente incompleto, sem Gn 22, que é a solução que aquela decisão classificou como violação. Isso é revisão de decisão aprovada e vai registrada como tal, no DECISOES.md e na Carta de Escopo desta trilha: o arco entra incompleto de propósito, com o corte declarado ao jogador na forma que a carta aprovar, e Gênesis 22 permanece destinado à faixa mais velha. A revisão vai ao corpo docente junto com a política dos textos duros, porque é o mesmo terreno.
3TC-EXO, Aprender a ser povo4Volta à espinha logo depois de Gênesis, empresta uma das cinco unidades e testa o nó emprestado uma segunda vez antes das trilhas grandes. É onde a dívida de Êxodo 20 se resolve produzindo em vez de discutindo, e onde a narrativa de Sinai passa a existir.
4TF-FUND, Fundamentos da Fé5O menor custo marginal de todo o backlog: é a única trilha cuja fonte já existe em prosa acabada e revisada, que são as 18 reflexões da plataforma. Vem depois de TC-EXO de propósito, para que a catequese dos dez mandamentos caia sobre uma narrativa de Sinai que o jogador acabou de aprender. É também a primeira trilha inteiramente temática, ou seja, o teste barato de se o formato de micro-lição aguenta conteúdo conceitual, pergunta que precisa de resposta antes de apostarmos três trilhas conceituais nele.
5TC-ATO, O vento que espalhou6Entrega o primeiro arco completo do Novo Testamento e resolve por conteúdo o gancho da lição 6.5, que a tela de bifurcação já resolveu por produto. Risco maior do que parece: Atos 2 é a linha de fratura número um do evangelicalismo brasileiro, e a trilha só deve ser escrita com o processo de revisão maduro e um professor guia disposto a assinar embaixo da formulação.
6TC-REI, Reis e profetas6A maior trilha do currículo, com a maior densidade de emprestados e a unidade mais escura da jornada, que é o livro achado dentro do próprio templo e a queda vindo mesmo assim. Precisa do processo em velocidade de cruzeiro.
7TC-POE, Poemas e perguntas5Primeira trilha ancorada em texto poético. Depende de TF-FUND ter validado a forma, e a unidade de Jó exige a política de segurança do Jairus já testada.
8TC-TER, Do deserto à terra5Deliberadamente tarde, apesar de canonicamente cedo. É o maior risco de curadoria do Antigo Testamento e deve ser produzida quando o processo de revisão tiver o máximo de repetições e quando a política de faixa mais velha estiver decidida, porque metade das exclusões dela alimenta essa política.
9TC-PRF, A voz que não calou5Depende de TC-REI para o jogador saber contra quem os profetas falavam.
10TC-CAR, Cartas para a igreja6Última por três razões que se somam: é a mais abstrata e pede o leitor mais velho da faixa; depende de TC-ATO para o contexto das igrejas; e a unidade de Hebreus 11 é a maior revisão espaçada da jornada inteira, o que só funciona se quase tudo já tiver sido percorrido. Fechar em Ap 21 e 22, que amarra de volta em Gênesis 2 da primeira trilha produzida, é o encerramento que o produto merece.

A Estante não espera a vez. Entra em versão mínima junto com TC-ORI, com as sete prateleiras, os 66 cards e o estado de cobertura, porque sem ela a progressão canônica que o Andre pediu simplesmente não é visível para o jogador. Ela cresce a cada trilha entregue e o custo de escrita é baixo, porque cada card é de uma tela e não tem exercício além do de encontrar na Bíblia. O que ela não tem é isenção de revisão, e a versão anterior desta linha dava a ela exatamente isso. Os cards são a superfície onde uma criança de 10 anos encontra a descrição de tudo o que foi excluído por ser duro demais, e nenhum texto de card está escrito. Conforme o item 1 da seção 4, todo card de livro ou de trecho citado naquela seção entra na camada 4, com redação pré-escrita e aprovada junto da Carta de Escopo, e a Estante estreia com esses livros no estado "em breve" enquanto a redação não voltar assinada. Os demais cards, dos livros que não passam pela seção 4, seguem na camada 2.

7.3 O que uma trilha custa ​

O custo real do projeto não é software e não é escrita, é revisão docente. Escrever é rápido e vai continuar sendo: o histórico do repositório mostra três unidades da Trilha 1 e duas da Trilha 2 saindo no mesmo dia, e mais quatro unidades da Trilha 2 em dois dias. Revisar não.

EtapaEsforço de máquinaCalendário
Desenho da trilha, no padrão deste documento e do 02b2 a 3 sessões longas mais uma rodada com o Andre1 semana
Carta de Escopo redigida para o corpo docente1 sessãomesma semana
Decisão docente sobre a cartazero2 a 4 semanas de espera, em paralelo com outra coisa
Rascunho de uma unidade1 sessão longa
Autoconferência da unidademeia sessão
Cinco a sete unidades8 a 12 sessões2 a 3 semanas
Aplicação de ajustes pós-parecermeia sessão por unidadeconforme a devolutiva
Conversão para JSON, validação de schema e conferência de gabaritoum terço de sessão por unidade

O que muda o calendário inteiro é o número de revisores e o regime de revisão:

CenárioRevisoresSemanas por unidadeTrilha de 5 unidadesEstoque atual, 13 unidades
Regime de hoje, revisão indiferenciada11,5 a 2,08 a 10 semanas20 a 26 semanas
Regime de hoje2 em paralelo1,5 a 2,04 a 5 semanas10 a 13 semanas
Camadas 1 e 2 fora da mesa do professor10,7 a 1,04 a 5 semanas9 a 13 semanas
Camadas fora, dois revisores20,7 a 1,02 a 3 semanas5 a 7 semanas
Camadas fora, três revisores30,7 a 1,02 semanas3 a 5 semanas

O número que dói é o da última coluna: liberar o que já está escrito custa cinco a seis meses com um revisor no regime atual, e pouco mais de um mês com a reforma e três revisores. A diferença entre esses dois números é o valor inteiro da seção 7.4.

Em calendário honesto, com dois revisores e o processo reformado, uma trilha nova leva de 8 a 12 semanas do desenho à publicação; no regime de hoje com um revisor, de 14 a 20. São duas a três trilhas por ano, não seis. Vale dizer o tamanho total do que está sendo pedido, porque o número muda a conversa. As médias abaixo foram medidas no estoque real e não estimadas: os treze arquivos de unidade têm 71 lições com 752 exercícios, ou 10,6 por lição, mais 13 Desafios do Baú com 156 exercícios, ou 12 por desafio, totalizando os 908 de hoje.

MétricaHojeCurrículo completoA produzir
Trilhas212, mais a Estante10
Unidades distintas136552
Lições71cerca de 335cerca de 265
Desafios do Baú136552
Exercícios908cerca de 4.350cerca de 3.450

A linha de exercícios foi refeita pela auditoria e a correção é grande, cerca de 40 por cento para cima, justamente na tabela que o texto apresenta dizendo que o número muda a conversa. A versão anterior aplicava dez exercícios por lição, abaixo da média medida, e ignorava inteiramente os Desafios do Baú das trilhas novas, o que tornava a comparação desonesta consigo mesma, porque a coluna "hoje" incluía desafios e a coluna "a produzir" não. Daí a linha nova de desafios, que agora aparece explicitamente. Vale registrar o que fixa o piso desse custo: o teste do pacote de conteúdo já impõe entre 8 e 12 exercícios por lição, e é esse teto, e não a média, que determina o pior caso de revisão.

7.4 O gargalo verdadeiro, e como parti-lo ​

A escrita não é o gargalo, e isso já está registrado como risco número 1 no documento mestre. O que ainda não estava registrado é o diagnóstico fino: "revisão docente" hoje é uma palavra única para quatro trabalhos diferentes, com quatro qualificações diferentes, e três deles não exigem um professor de teologia. É por isso que o gargalo não abre com mais professores: ele abre separando as camadas.

Camada 1, conferência mecânica. Máquina, zero humano. É tudo o que está escrito como regra em algum documento e portanto é verificável por script. Hoje esse trabalho está informalmente na cabeça do professor, e é o que mais consome o tempo dele e menos usa a formação dele. Os cabeçalhos das unidades recentes provam o custo: a unidade de Davi traz uma pendência travada pedindo conferência palavra por palavra de três versículos contra o exemplar de Almeida adotado, e avisa que mudar uma variante de edição atinge o cartão de uma lição e cinco exercícios de uma vez. Isso é comparação de cadeias de caracteres, e o texto de Almeida 1911 já está no repositório. O script confere: zero travessão em texto exibido ao jogador; toda citação entre aspas batendo palavra por palavra com o exemplar; toda referência existindo e caindo dentro do escopo declarado da lição; gabarito único, sem opção duplicada, com balanço de verdadeiro e falso; composição da lição dentro das regras da Parte 2; toda explicação de erro com uma frase e uma referência; nenhuma passagem da lista de exclusões permanentes em lugar nenhum; toda frase cobrada em lacuna, montagem ou "quem disse" aparecendo literalmente no cartão da própria lição; nenhuma construção em segunda pessoa dentro de cartão de cena de pecado, juízo ou punição; e os gatilhos de segurança detectados com o tratamento padrão aplicado.

Três precisões que a auditoria do 02d acrescentou a esta lista, e cada uma existe porque um erro real passou pelo lugar exato que ela cobre. Primeira: a conferência roda sobre todo o texto da unidade, objetivos de lição e notas de curadoria inclusive, e não só sobre o que está entre aspas. Três das oito afirmações derrubadas no 02d estavam em paráfrase dentro de objetivo de lição, que é o ponto cego de um conferidor que só olha aspas, e as três teriam virado exercício errado. Segunda: a verificação de escopo é o item que mais falha, e falhou na primeira lacuna da primeira trilha nova, com uma frase cobrada na lição 1.3 ancorada num versículo da faixa da 1.2. Terceira, e é a que hoje não roda: a verificação dos gatilhos de segurança depende de uma lista de gatilhos que ainda não existe, e ela só passa a existir com a decisão P4 proposta na seção 9. Enquanto a lista não existir, essa linha do checklist é uma promessa e não uma verificação. Metade disso já existe: o conferidor de conversão do pacote de conteúdo já garante mecanicamente que a opção correta bate com o gabarito do markdown. O trabalho é estender o mesmo espírito e rodar antes da revisão humana, não depois.

Camada 2, revisão editorial e etária. Não precisa de teólogo. O cartão lê em 60 a 90 segundos em voz alta? O distrator ridiculariza a fé ou é engraçadinho? A aplicação final é moralista? O vocabulário serve a um menino de 11 e não ofende um de 15? Nenhuma frase herdada de reflexão adulta atravessou sem reescrita? Isso é competência de quem trabalha com adolescente, e revisa bem em lote e em grupo: três pessoas numa chamada de uma hora passam por uma unidade inteira, em voz alta, e o teste dos 90 segundos é literalmente cronometrar a leitura.

Camada 3, revisão teológica de fluxo. Só professor, e enxuta. Com as camadas 1 e 2 fora da frente, o professor recebe um documento textualmente correto e linguisticamente adequado, e olha apenas o que exige a formação dele: a resposta correta é defensável pelo texto citado, nenhum exercício toca tema fora da Carta de Escopo, e as notas de curadoria do cabeçalho foram cumpridas no corpo. Uma a uma hora e meia por unidade.

Camada 4, revisão dedicada linha a linha. Dois professores, e não tem atalho. O 02b já identificou quais são: a lição de Davi e Bate-Seba e o cartão de fechamento de Ester. São duas em 71 lições, menos de 3% do material, e concentram a maior parte do risco. Teto proposto: no máximo quatro lições dedicadas por trilha; acima disso a trilha é redesenhada ou adiada.

E o teto só mede alguma coisa se a unidade de medida estiver definida, o que faltava. Lição de revisão dedicada é a lição lida linha a linha por dois professores, e é isso que o teto conta. Um exercício específico, uma citação parcial, uma formulação de refrão ou um cartão de fechamento que precisem de aprovação nominal não são lições dedicadas: são itens pontuais de aprovação, entram numa lista à parte da Carta de Escopo e o número deles é declarado ali, sem teto próprio, porque cada um custa minutos e não uma leitura inteira. A distinção não é formalidade: sem ela, a trilha das Origens declarava estar exatamente no teto com quatro lições e mandava ao professor mais quatro itens nominais por fora, e o gatilho de "a trilha é redesenhada ou adiada" mediria uma coisa enquanto o custo real era outra. TC-ORI passa a declarar, no item 19 do 02d, quatro lições dedicadas, quatro itens pontuais e três peças de componente.

Paralelizar por unidade, nunca por lição. Uma unidade é um arco, e partir isso entre dois revisores destrói a coerência e gera pareceres contraditórios. O revisor é dono da unidade inteira, do cabeçalho ao Desafio do Baú. A leitura cruzada de um segundo professor, que a Parte 2 previa para todos os cartões de história, fica restrita às lições dedicadas, porque dobrar o custo do item mais barato não compra nada.

Janela fixa, que é a mudança operacional mais barata de todas: unidade entregue na sexta, revisor com dez dias corridos, devolutiva no formulário de parecer que já existe, e reunião quinzenal de 45 minutos do corpo docente apenas para o que precisa de decisão coletiva. Prazo declarado é o que transforma tempo doado em compromisso. Hoje "aguardando revisão teológica" é um estado sem saída porque a decisão coletiva não tem fórum.

7.5 A Carta de Escopo da Trilha ​

Existe uma classe inteira de decisões que hoje é tomada implicitamente, unidade por unidade, por quem escreve, e depois conferida unidade por unidade pelo revisor. É desperdício puro: são decisões que valem para a trilha inteira e devem ser tomadas uma vez, antes de escrever.

O 02b já modela esse artefato sem lhe dar nome, no item 17. Promovo a artefato obrigatório: a Carta de Escopo, documento de uma a duas páginas, redigido a partir do desenho, aprovado por escrito pelo corpo docente antes de a primeira unidade ser escrita, contendo:

  1. as exclusões permanentes, com o motivo escrito, para o gerador não tentar puxá-las;
  2. as formulações sensíveis pré-aprovadas, no padrão da frase única sobre Davi e Bate-Seba;
  3. os versículos âncora com o nível de atualização lexical decidido;
  4. o orçamento declarado de lições de revisão dedicada, dentro do teto de quatro;
  5. os ganchos de entrada e de saída da trilha, conferidos contra as trilhas vizinhas.

Uma reunião de 45 minutos por trilha substitui sete conferências individuais das mesmas questões. E há uma economia que vale registrar: hoje pedir uma decisão ao corpo docente significa pedir que eles redijam a posição, que é trabalho intelectual pesado e leva semanas. Com o rascunho da carta pronto e ancorado no que eles mesmos já disseram em aula, o pedido vira validar ou corrigir, que é rápido. É a mesma economia da camada 1: tirar redação da mesa de quem só deveria julgar.

7.6 O limite de estoque, o teto de unidade e o acervo como veto ​

Limite de estoque. Nenhuma unidade nova é escrita enquanto houver mais de quatro unidades sem parecer na fila. Hoje há treze. Na versão negociável, que é a que recomendo: teto de seis, e a folga usada apenas para escrever o que não depende de revisão, ou seja, desenhos de trilha, cartas de escopo e o conferidor da camada 1. O portão que isso cria para TC-ORI está escrito com números na seção 7.2 e não deve ficar implícito: com a fila em treze e vazão zero, a escrita das unidades de TC-ORI só começa depois de sete pareceres emitidos, e qualquer exceção a isso precisa estar declarada aqui dentro, na própria C10.

Teto de unidade. As unidades cresceram: a primeira escrita tem cerca de 3.400 palavras e a mais recente tem 11.200, uma unidade 3,3 vezes maior que a outra. Parte disso é ganho real, porque as notas de curadoria no topo dos arquivos novos são excelentes e não existiam antes. Parte é inflação por ausência de teto. Como o custo de revisão é proporcional ao que o professor tem que ler, cada unidade nova ficou mais cara de aprovar que a anterior, exatamente enquanto ninguém aprovava nada. Teto: 50 KB e 9.000 palavras por unidade. O que não couber vira nota de curadoria no cabeçalho, que é barata de ler e decide uma vez, em vez de corpo de lição, que é caro de revisar e decide sete vezes.

Regra de transição, porque há unidade em estoque acima do teto e ela está na fila. Medidos os treze arquivos: a unidade de Daniel tem 61.302 bytes e 11.191 palavras, e estoura os dois critérios; a de Elias, com 44.909 bytes e 8.368 palavras, e a de Ester, com 43.526 bytes e 8.143 palavras, ficam na borda. O teto vale para unidades novas. As unidades já escritas acima dele são enviadas como estão, e a unidade de Daniel entra na fila com um resumo de duas páginas no topo, escrito para o revisor. Reduzir três unidades antes de elas irem ao professor gastaria justamente o recurso que o teto existe para poupar, e o resumo entrega o mesmo alívio de leitura por um custo de meia sessão.

O acervo entra depois, como veto, e não antes, como matéria-prima. O pipeline atual coloca trechos de transcrição na entrada do gerador, junto com a passagem bíblica, e é ali que a teologia de adulto vaza para o cartão de história, em forma de vocabulário técnico, ênfase de púlpito e aplicação que só faz sentido para quem tem hipoteca. Isso contradiz a própria seção 7 do documento mestre, que diz que o currículo infantojuvenil é obra nova derivada. Decisão: o rascunho é escrito a partir do texto bíblico e das regras de faixa etária, e só disso. O acervo entra na conferência, com cada afirmação doutrinária do cartão submetida ao Jairus na pergunta "isto contradiz o que a Unigrace ensina?". O acervo deixa de ser matéria-prima de redação e vira controle de alinhamento. Isso elimina a via de contaminação e ainda melhora a fidelidade, porque um cartão escrito a partir do texto bíblico é mais fiel do que um cartão escrito a partir de uma paráfrase de uma aula sobre o texto bíblico. As 265 aulas continuam valiosas em dois outros usos: como detector de campo minado antes de escrever, respondendo o que os professores da casa já disseram sobre cada ponto divisivo, o que produz o primeiro rascunho da Carta de Escopo; e as 18 reflexões continuam sendo fonte de recorte e de tom para TF-FUND e para o exercício de aplicação, nunca de frase, porque são escritas para adulto.


8. As escolhas e por quê ​

Consenso entre as três lentes de arquitetura, que já não precisa de defesa: o cânon entra na jornada; a Trilha 2 não é desmontada; a Trilha 1 não fica trancada atrás de nada; Criação, Queda, Dilúvio e Babel são um bloco canônico e não temas; a primeira trilha nova é Gênesis 1 a 11; a Estante é construída; a revisão docente é o gargalo real. As decisões abaixo são onde as propostas divergiram.

1. A ARQUITETURA DA SOBREPOSIÇÃO. Adotei o nó emprestado mais o marco, da lente de currículo, contra a mutilação (que ninguém defendeu, mas que é o que acontece por omissão se nada for decidido), contra a dissolução da Trilha 2 e contra a estante como resposta completa. A mutilação perde porque produz trilhas cuja tese não se enuncia e porque cria um buraco não declarado para quem não fez a Trilha 2. A dissolução perde por dois motivos independentes: joga fora 39 lições com quinze decisões de curadoria já batidas, e destrói a curva de "como Deus fala" que é o melhor argumento pedagógico do material existente, curva que só existe porque a trilha é biográfica. A estante sozinha perde porque não produz uma lição e deixa sem resposta a pergunta que o Andre fez. O nó emprestado vence porque é o único desenho em que uma unidade é escrita e revisada uma vez só e ainda assim aparece nos dois eixos, o que é literalmente o pedido.

2. A REGRA DE CORTE, QUE FICA COMO DIRETRIZ E NÃO COMO ÁRBITRO. A primeira auditoria atacou o limiar de dois quintos como arbitrário, e eu mantive a regra dizendo que ela "já fez trabalho real neste documento", porque teria rejeitado sozinha a trilha do exílio. A segunda auditoria mostrou que essa defesa é inválida pelas regras deste mesmo documento: onde a sobreposição é total, a primitiva 3 manda entrar marco, e marco não é nó emprestado, então a trilha do exílio teria zero emprestados e passaria folgada. Quem a rejeitou foi a primitiva 3. A regra de corte ainda não decidiu nenhum caso, e o documento não deve creditar a ela o trabalho de outra primitiva. Mantenho a regra escrita, porque um número convencionado decide casos difíceis sem reabrir debate quando eles aparecerem, e corrijo o estatuto dela: é diretriz a calibrar no primeiro caso de sobreposição parcial acima do limiar, que é o único cenário em que ela morde. A C3 continua na tabela da seção 9 com esse estatuto, e o Andre precisa saber que está aprovando uma convenção que ainda não arbitrou nada, e não uma regra testada.

3. MARCO ONDE A SOBREPOSIÇÃO É TOTAL. Divergência entre a lente de currículo (marco, não jogável) e a de narrativa (nó de atalho jogável). Fiquei com o marco em Rute, Daniel e Ester porque, se a sobreposição é total, um nó de atalho transforma a trilha canônica numa colagem de conteúdo de outra trilha, e o jogador que entra pela espinha canônica esperando aprender a monarquia recebe três unidades biográficas seguidas. O marco entrega a mesma informação de navegação sem essa distorção. Onde a sobreposição é parcial, o nó emprestado é jogável e vale como nó, que é a proposta da narrativa aplicada no lugar certo.

4. GÊNESIS EM DUAS TRILHAS, NÃO EM UMA. A lente de currículo propôs TC-GEN com sete unidades e José emprestado. Recusei por mudança de gênero em Gênesis 12, por tamanho da primeira entrega e porque a divisão dá à segunda trilha um recorte muito melhor. O argumento que perdeu não é fraco: uma trilha só entregaria o livro inteiro numa peça. Mas ela custaria o dobro do tempo até a primeira entrega, e a primeira entrega é o que prova a frente inteira para o Andre e para os professores.

5. A ESTANTE: OBJETO MANTIDO, MOLDURA TROCADA. A lente de produto queria abandonar a metáfora de estante por "mapa com névoa", com o argumento de que uma estante vazia lê como cobrança. O argumento sobre a leitura emocional está certo e foi integralmente adotado, mas a conclusão de trocar o objeto perdeu: uma prateleira com lombadas na ordem é a melhor forma conhecida de ensinar a ordem dos livros por exposição repetida, que é o ganho principal da tela, e névoa não ensina ordem. Adotei o objeto da lente de currículo com todas as correções emocionais da lente de produto: cor neutra para o não visitado, três estados em vez de dois, contagem em vez de porcentagem, e nenhum percentual global em lugar nenhum.

6. CAPÍTULO, NÃO VERSÍCULO. Unânime na prática, mas vale registrar porque é uma decisão que se paga em anos: versículo é precisão falsa e alvo impossível, capítulo é honesto, legível e já é a unidade que o exercício de navegação ensina.

7. LINEARIDADE: NUNCA TRANCA. A lente de currículo escreveu pré-requisitos como exigência ("TC-EXO exige TC-GEN"). A lente de produto argumentou que o jogo nunca deve trancar. Fiquei com a segunda: os pré-requisitos viram recomendação forte, e a única mecânica de ordenação é a recomendação única mais as três portas de entrada no onboarding. O motivo é o que a lente de produto chamou corretamente de aritmética: qualquer tranca canônica, mesmo parcial, empurra Jesus para depois de um ano de Antigo Testamento em algum caminho possível, e nenhum adolescente atravessa isso.

8. AS TRÊS PORTAS NO ONBOARDING. Adotada integralmente, e é a peça que converte o pedido do Andre em experiência pelo menor custo de implementação de toda a lista. Ela transforma "a ordem canônica" de imposição em identidade escolhida.

9. DUAS CAMADAS DE TELA, E ELA É A MUDANÇA MAIS URGENTE. Só a lente de produto levantou, e é a única mudança da lista que já está doendo hoje e que fica exponencialmente mais cara depois de cinco trilhas escritas. Adotada e colocada à frente de qualquer conteúdo novo no backlog técnico.

10. VEREDAS: ADOTADAS, MAS DEPOIS DA PRIMEIRA TRILHA CANÔNICA. A lente de produto propôs o formato curto temático; a de produção argumentou que abrir formato novo com dívida de conversão em aberto é o caminho para cinco frentes pela metade. As duas têm razão, e a síntese é temporal: o formato é declarado agora, com regra de ancoragem em bloco de texto nomeado e com a regra de união de conjuntos na cobertura, e a primeira vereda só é escrita depois de TC-ORI e das três conversões pendentes.

11. ABOLIR A NUMERAÇÃO DE TRILHAS. Da lente de currículo, adotada sem alteração. A alternativa (renumerar) perde porque um número sequencial tenta codificar duas ordens legítimas e diferentes ao mesmo tempo, e portanto colide de novo na próxima trilha inserida no meio.

12. ORDEM DE PRODUÇÃO: ORIGENS PRIMEIRO, CONTRA DUAS PROPOSTAS. A lente de produção defendeu Fundamentos em primeiro, com o argumento correto de que é a única trilha que não espera decisão de ninguém e de que estrear as quatro camadas de revisão numa trilha onde o erro custa pouco é melhor do que estreá-las em Gênesis 1. A lente de currículo defendeu Atos em segundo, para pagar a dívida do gancho da lição 6.5. Recusei as duas. Fundamentos perde porque contraria o pedido literal do Andre e porque a espera pela Carta de Escopo das Origens é preenchida melhor com trabalho que não depende de revisão nenhuma (conferidor, schema, telas, conversões) do que com uma trilha inteira que criaria mais estoque não revisado. Atos em segundo perde porque a dívida do gancho se quita editando uma frase, coisa que o próprio item 13 do 02b já recomenda, e porque a tela de bifurcação a resolve estruturalmente; gastar uma trilha inteira para consertar uma frase é caro. Em compensação, o argumento de produção sobre estrear as camadas foi atendido: as camadas 1 e 2 são construídas e rodadas primeiro sobre as treze unidades que já existem, que é um campo de provas melhor do que qualquer trilha nova.

13. A POSIÇÃO ZERO. Da lente de produção, adotada, com uma correção de sequenciamento: ela roda em paralelo e não como bloqueio. Bloquear a frente canônica até a Trilha 1 estar aprovada seria transformar um problema de vazão em um problema de escopo, e a Carta de Escopo das Origens é justamente o artefato que pode circular enquanto isso.

14. AS QUATRO CAMADAS DE REVISÃO E A CARTA DE ESCOPO. Da lente de produção, adotadas integralmente, e são a contribuição de maior valor prático de todo o material recebido. O diagnóstico de que "revisão docente" é uma palavra única para quatro trabalhos com quatro qualificações diferentes é o que explica por que o gargalo nunca abriu.

15. O ACERVO COMO VETO, NÃO COMO MATÉRIA-PRIMA. Da lente de produção, adotada. Inverte o passo 1 do pipeline da Parte 2, seção 5, que hoje faz o contrário do que a seção 7 do documento mestre recomenda. É uma mudança de prompt e de ordem de chamada, não de infraestrutura.

16. O TETO DE UNIDADE E O LIMITE DE ESTOQUE. Da lente de produção. O teto adotado como está. O limite de estoque adotado na versão negociável de seis, com a folga restrita a trabalho que não gera fila, porque a versão dura pararia a produção hoje e o pedido do Andre é para intensificá-la; a versão negociável respeita as duas coisas.

17. O CAMPO ESTRUTURADO DE REFERÊNCIA. Da lente de produto, promovido a pré-requisito da geração de TC-ORI, e não a item de backlog. Sem ele a cobertura da Estante é um analisador de string livre, e cobertura errada é número errado exibido ao jogador e ao professor.

18. O CONFLITO DE GANCHO DO ITEM 13 DO 02b. Encaminhado por duas vias que se somam, e a auditoria mostrou que nenhuma das duas estava de fato endereçada: a versão anterior o declarava "fechado" apontando para um texto que não existe e para uma tela que não estava pedida em lugar nenhum.

A primeira via tinha o alvo errado. A lição 6.5 não tem campo de fechamento, nem no arquivo de unidade nem no JSON convertido, e a única menção a Atos ali é a abertura do cartão de história, que diz que o mesmo autor de Lucas escreveu um segundo livro que começa onde esta história termina: isso é afirmação de fidelidade e não deve ser removido. O ponteiro de trilha está no objetivo da lição 6.5, na tabela da seção 2 do 02-curriculo, que hoje diz "Fechar a trilha e apontar para a próxima ('Atos')". É essa linha que se edita, para "Fechar a trilha e apontar para as próximas trilhas abertas", mantendo o cartão de história intacto. Continua sendo uma edição de uma frase, agora na frase certa, e ela destrava o piloto da Trilha 1 imediatamente.

A segunda via não tinha dono. A tela de bifurcação de fim de trilha passa a ser o quinto pedido de produto do item 7 da seção 9, com a marca "você já esteve aqui" do nó emprestado, que também não estava pedida em lugar nenhum, e entra na lista de trabalho paralelo da seção 7.1. O conflito está aberto desde julho porque estava declarado resolvido sem estar em nenhuma lista, que é a forma mais eficiente de um item nunca ser feito.


9. Decisões que precisam do Andre ou do corpo docente ​

Em ordem de urgência, e a ordem importa porque a primeira governa todas as outras.

  1. Aprovar ou rejeitar o nó emprestado (seção 2.3). É a decisão que governa tudo o mais, porque toda a arquitetura desta parte repousa nela: se for rejeitada, a escolha volta a ser entre trilhas mutiladas e jogar fora quarenta lições. O que ela não é, ao contrário do que esta linha dizia, é uma decisão tecnicamente cara. O progresso já é guardado por lição num mapa global persistido, com ids únicos entre trilhas, e o requisito do nó emprestado já está satisfeito pelo código de hoje. É confirmação técnica barata, e o custo técnico que existe de verdade está na C5 e não aqui, conforme a seção 2.4: a renomeação dos identificadores exige migração de chaves no save, sob pena de zerar o progresso local de quem já jogou. Andre, mais confirmação técnica.

  2. Confirmar a ordem de produção da seção 7.2, em especial que a trilha das Origens vem primeiro, contra as duas alternativas que estavam na mesa. Andre.

  3. Decidir o tamanho da bancada de revisão e marcar a reunião quinzenal. O mapa inteiro depende disso e de nada mais, e o número que dimensiona a decisão precisa ser o do calendário e não o da vazão de revisão isolada. As 52 unidades a produzir representam de três a cinco anos de calendário com dois revisores e o processo reformado, porque a seção 7.3 mede uma trilha nova em 8 a 12 semanas do desenho à publicação e há dez trilhas a produzir. A revisão pura dessas 52 unidades são cerca de um trimestre com três revisores, mas revisão não é o único passo do ciclo, e usar só esse número para dimensionar a bancada é decidir contra um dado que este mesmo documento desmente três páginas antes. Sem fórum marcado, "aguardando revisão teológica" continua sendo um estado sem saída, e ele já dura desde julho. Andre.

  4. Levar a política dos textos duros (seção 4) ao corpo docente e obter a exclusão por escrito, sobretudo da conquista de Canaã, de Gênesis 6:1-4 e de Gênesis 9:20-27. Sem isso o gerador vai tentar puxar Josué inteiro, que é exatamente o problema que o item 17(a) do 02b já teve com Daniel 7 a 12. Corpo docente, por escrito.

  5. Aprovar a convenção de nomeação e autorizar a migração dos identificadores (seção 5). É barata hoje e cara depois de dez trilhas. Andre.

  6. Fechar a decisão D9 antes de TC-ORI, e trocar o gatilho dela, porque o gatilho atual é circular. Cada trilha nova acrescenta de cinco a dez âncoras, e migrar tradução depois de trezentas lições é um projeto próprio. O problema que a auditoria encontrou é que a D9 reserva três casos de teste controlado (Gn 1:27, Gn 9:1 e Ex 14:14) e nenhum dos três chega ao piloto tal como ele está desenhado: o escopo do piloto de papel, pela seção 7 do 02-curriculo, são as unidades 1 a 3 da Trilha 1, dezesseis lições, e Ex 14:14 vive na lição 2.6 da Trilha 2 enquanto os dois casos de Gênesis vivem numa trilha que ainda não existe. Pedir que a D9 seja fechada antes de TC-ORI e ao mesmo tempo com o resultado do piloto é pedir que ela seja decidida sem o dado que ela mesma definiu como critério. Decisão proposta: tirar a D9 da dependência do piloto e fechá-la por consulta ao corpo docente sobre os três casos, registrando no DECISOES.md que o gatilho "com o resultado do piloto" foi substituído por "antes de TC-ORI". Se a casa quiser medir recepção mesmo assim, o único dos três que é mensurável hoje é Ex 14:14, e para isso o escopo do piloto teria de ser ampliado para incluir a unidade de Moisés, que custa uma folha de Forms a mais. Os detalhes dos três casos estão no 02d, seção 3, item 15. Andre, com o corpo docente.

  7. Aprovar os sete pedidos de produto que saem daqui, todos anteriores à geração: o campo estruturado de referência no schema; a divisão da tela em Mapa e Trilha; a Estante em versão mínima junto com TC-ORI; o nó não pontuado "Perguntas que todo mundo faz" ao lado da primeira unidade da trilha das Origens, com todas as entradas pré-escritas e passadas pela camada 4; a tela de bifurcação de fim de trilha, com a marca "você já esteve aqui" do nó emprestado, que é o que fecha estruturalmente o conflito de gancho do item 18 da seção 8; o campo de explicação de acerto, que não é sinalizador de schema e sim campo novo no tipo de exercício do core mais exibição no painel de acerto das duas telas de jogo, conforme o item 5 da seção 3 do 02d; e o componente de ajuda do jogo mais a tela de aviso da unidade 3, com texto fixo e sem nenhum link para a plataforma adulta, conforme o item 14(j) do 02d e dependentes da decisão P4 abaixo. Andre.

  8. Escrever a política de conteúdo sensível como decisão P4 na Parte 5, e ela é bloqueante de conteúdo. Não existe hoje nenhuma política sobre luto, ideação suicida, autolesão ou encaminhamento na Parte 5, e o cabeçalho da unidade 5 da Trilha 2 já registra por escrito que, sem ela, a lição 5.4 não vai a campo. A trilha das Origens estende essa dependência para uma unidade inteira mais duas lições, e a camada 1 recebeu neste documento a tarefa de verificar "os gatilhos de segurança" de uma lista que não existe. A política precisa conter a lista de gatilhos, o componente padrão dentro do aplicativo e nunca um link para a plataforma adulta, a regra de o CVV aparecer só no material dos responsáveis e a obrigação de o componente aparecer em toda lição marcada. Enquanto ela não existir, a unidade 3 e as lições 2.5 e 4.3 de TC-ORI não entram em geração, em piloto nem em protótipo, e a lição 5.4 da Trilha 2 continua fora de campo. Produto e corpo docente, por escrito.

  9. Registrar as decisões novas no DECISOES.md, na família C proposta abaixo, para que elas parem de viver espalhadas entre a família D e a numeração local dos documentos de trilha, que não é referenciável de fora. Registrar junto, com data e ponteiro, as três decisões existentes que este documento revisa e que não podem ficar revistas por omissão: a regra para novas trilhas da seção 8 do 02-curriculo, revista em 2026-08-31 com a condição das três conversões pendentes (seção 7.2); o item 3 do 02b, que mandou Abraão para faixa mais velha porque o arco dele só fecha em Gênesis 22, e que TC-PRM revisa entregando o arco deliberadamente incompleto (seção 7.2); e o gatilho da D9, que deixa de ser "com o resultado do piloto" e passa a ser "antes de TC-ORI".

#TemaDefinição propostaPrecisa de
C1Eixo de governoO cânon é sistema de coordenadas, não catraca. Gênero literário decide a forma da trilha: narrativo governa pelo cânon; lei, poesia, profecia e carta governam por tema, sempre ancorado num bloco de texto nomeadoAndre
C2Nó emprestado e marcoUnidade é bloco indivisível com uma trilha proprietária; pode aparecer em outras como nó emprestado, jogável, com progresso por unidade, ou como marco, placa não jogável. Sobreposição de capítulo é tolerada; de unidade, nãoAndre e confirmação técnica
C3Regra de corteTrilha canônica com mais de dois quintos de nós emprestados é rebaixada a marcos na Estante. Diretriz, não árbitro: aplicada ao inventário real não corta nenhuma trilha, e o caso que a justificava (a trilha do exílio) foi na verdade decidido pela primitiva 3. Calibrar no primeiro caso de sobreposição parcial acima do limiarAndre
C4A Estante é visãoNão é trilha; todo livro tem card, inclusive os não cobertos; cobertura por capítulo, contagem e nunca porcentagem global; entra em versão mínima junto com TC-ORI, dentro do Perfil, sem sexta abaAndre
C5IdentificadoresFim da numeração sequencial; códigos TC-, TP-, TF-, VD-, VE- com sufixo estável; duas ordens como dado; imutabilidade de código. Inclui a migração de chaves do save persistido (caminho-save-v1), com tabela de-para dos ids antigos, sem a qual a renomeação zera o progresso local de quem já jogouAndre
C6LinearidadeNenhuma trilha tranca outra; recomendação única; três portas no onboarding; bifurcação no fim de trilhaAndre
C7VeredasFormato curto temático, uma unidade, ancorado em bloco de texto nomeado, fora da linha do tempo, cobertura por união de conjuntos; primeira só depois de TC-ORI e das conversões pendentesAndre
C8Êxodo 20 em dois tratamentosA narrativa de Sinai fica em TC-EXO; a catequese mandamento a mandamento fica em TF-FUND. Revisa parcialmente o item 11 do 02b, que mandava Êxodo 20 inteiro para FundamentosAndre e corpo docente
C9Política dos textos durosA seção 4 deste documento, com a lista de exclusões permanentes versionada como arquivo próprio e carregada no gerador como instrução negativaCorpo docente, por escrito
C10Processo de revisãoQuatro camadas, Carta de Escopo por trilha, janela fixa de dez dias, reunião quinzenal, teto de quatro lições dedicadas (lição lida linha a linha por dois professores), com itens pontuais de aprovação em lista à parte e número declarado, teto de 50 KB e 9.000 palavras por unidade válido só para unidades novas, e limite de estoque de seis, que hoje adia a escrita de TC-ORI até sete pareceres emitidosAndre
C11Acervo como vetoO rascunho é escrito só do texto bíblico e das regras de faixa etária; o acervo entra na conferência como controle de alinhamento e como detector de campo minado antes de escreverAndre
C12Ordem de produçãoA sequência da seção 7.2, revalidada a cada trilha concluída e medidaAndre

Falta uma decisão nesta família e ela é a única bloqueante de conteúdo do documento, então fica proposta aqui junto das demais, na família P por ser matéria da Parte 5:

#TemaDefinição propostaPrecisa de
P4Conteúdo sensívelLista de gatilhos (morte de personagem, luto, desejo de morrer, autolesão, violência dentro de casa); componente padrão de ajuda dentro do aplicativo, com texto fixo e nunca link para a plataforma adulta; CVV apenas no material dos responsáveis; obrigatoriedade do componente em toda lição marcada; tela de aviso prévio antes de unidade de gatilho, enquanto não houver canal com o responsável. Bloqueia a unidade 3 e as lições 2.5 e 4.3 de TC-ORI e a lição 5.4 da Trilha 2Produto e corpo docente

Duas decisões já existentes ganham gatilho novo e devem entrar na tabela "Decisões que voltam à mesa" do DECISOES.md: D9 fica mais cara a cada trilha produzida e por isso deveria ser fechada antes de TC-ORI e não depois do piloto, com o gatilho trocado por escrito conforme o item 6 acima; e O2 passa a ter dependência de C9, já que a política dos textos duros é exatamente o que uma igreja parceira vai querer ler antes de indicar o produto.

Versão de trabalho: conteúdo em revisão e arte provisória.